. Mãe que jogou filha de hotel em BH entrou em depressão após suposto abuso sofrido pelas filhas
Mãe que jogou filha de hotel em BH entrou em depressão após suposto abuso sofrido pelas filhas
Mãe que jogou filha de hotel em BH entrou em depressão após suposto abuso sofrido pelas filhas

Mãe que jogou filha de hotel em BH entrou em depressão após suposto abuso sofrido pelas filhas

A mulher de 32 anos que jogou a filha do 10º andar de um hotel no centro de Belo Horizonte e depois pulou do mesmo quarto apresentava sinais de depressão há anos e chegou a falar em suicídio diversas vezes, conforme relatos de familiares. A polícia ainda investiga as condições da tragédia ocorrida, mas o adoecimento mental da mulher teria iniciado após as filhas supostamente terem sido vítimas de abuso sexual. A situação foi relatada em boletim de ocorrência em 2020 e relatada por familiares durante o sepultamento das duas, que ocorre nesta terça-feira (2/12).

Desde então, a mãe das meninas passou a apresentar comportamento depressivo e, por algumas vezes, entrar em surto na companhia de familiares em espaços públicos. Ela tomava remédios controlados, mas teria parado o tratamento por conta própria há mais de um ano. Familiares afirmam que a mulher se sentia culpada pelo suposto abuso sofrido pelas filhas.

Durante o enterro das vítimas nesta terça-feira, uma familiar confirmou a informação a O TEMPO. “Com certeza foi esse abuso que fez ela ficar assim”, disse. A reportagem procurou a Polícia Civil para ter mais informações sobre as investigações e aguarda resposta.

Desde então, a mãe das meninas passou a apresentar comportamento depressivo e, por algumas vezes, entrar em surto na companhia de familiares em espaços públicos. Ela tomava remédios controlados, mas teria parado o tratamento por conta própria há mais de um ano. Familiares afirmam que a mulher se sentia culpada pelo suposto abuso sofrido pelas filhas.

Durante o enterro das vítimas nesta terça-feira, uma familiar confirmou a informação a O TEMPO. “Com certeza foi esse abuso que fez ela ficar assim”, disse. A reportagem procurou a Polícia Civil para ter mais informações sobre as investigações e aguarda resposta.

O caso A mulher de 32 anos que jogou a própria filha de 6 anos e depois pulou do 10º andar de um hotel de Belo Horizonte se despediu da filha mais velha, de 13 anos, que também estava no quarto, nessa segunda-feira (1º/12). Antes, a mulher deu três opções para a adolescente, que não aceitou se matar. “Já que você decidiu ficar, primeiro eu vou jogar sua irmã, depois eu me jogo. Um beijo, te amo”, disse a mãe à garota.

A PM foi acionada por volta das 15h20 após hóspedes acionarem a recepção dizendo ter visto uma criança cair sobre a marquise do prédio, seguida pela queda de uma mulher que atingiu a rua. Quando chegaram à rua Espírito Santo, os militares encontraram equipes do SAMU e do Corpo de Bombeiros já no local. As duas vítimas tiveram morte constatada pela médica do SAMU ainda na cena.

A adolescente de 13 anos, muito abalada e amparada por funcionários do hotel, explicou aos policiais que a mãe decidiu se hospedar no local na noite anterior, após um desentendimento com o companheiro. No quarto, ainda no domingo (30/11), a mulher apresentou à filha três “alternativas”: que as três tirassem a própria vida ingerindo remédios, que a adolescente fosse morar com a avó, ou que recebesse passagem para viver com o pai biológico no Espírito Santo.

A adolescente recusou várias vezes a possibilidade de autoextermínio. Ela contou que a mãe então afirmou que a irmã mais nova “não teria escolha” por ser pequena. Em seguida, segundo a adolescente, a mulher tentou fazer com que ela tomasse medicamentos, mas ela não aceitou. A mãe, porém, deu grande quantidade de remédios à criança de 6 anos, que ficou sonolenta, apática e com redução de consciência.

Logo depois, veio a frase que antecedeu o crime. A adolescente viu a mãe jogar a irmã pela janela. Em choque, saiu correndo pelo hotel pedindo ajuda e não presenciou o momento exato em que a mãe também se lançou do 10º andar.

Companheiro relata histórico de depressão O companheiro da mulher, um homem de 51 anos, foi ao local após ser avisado por familiares. Ele relatou à polícia que o casal esteve em um bar na noite anterior, onde discutiram por motivos banais. Segundo ele, a mulher não quis acompanhá-lo de volta para casa e permaneceu com as filhas. Como ela não retornou durante a madrugada, ele imaginou que ela tivesse ido dormir na casa da mãe. O homem afirmou ainda que a companheira sofria de depressão e, por diversas vezes, havia mencionado tirar a própria vida.

Peritos da Polícia Civil fizeram os levantamentos técnicos no 10º andar e no local das quedas. A investigação preliminar foi iniciada pela equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que acompanhou os trabalhos. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal da Gameleira. A filha adolescente, que não sofreu ferimentos, ficou sob os cuidados da avó materna

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